Principais Motivos da Mortalidade das Empresas no Brasil

No Brasil, a taxa de mortalidade de empresas é de 24% até os dois anos da abertura do negócio.

As principais causas dessa mortalidade, de acordo com pesquisa realizada em abril de 2013 pelo IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, são elencadas e comentados, a seguir:

Falta de conhecimento sobre o segmento que deseja atuar = 42%

Será que o empreendedor possui habilidades específicas para o negócio que pretende iniciar, ou simplesmente escolheu como sonho de enriquecer facilmente?

É fundamental pesquisar os pontos fracos e fortes sobre o segmento desejado. Nesta fase é importante agir com a razão e não com a emoção. Infelizmente ser empresário no Brasil requer, dentre outros fatores, uma boa dose de perseverança e paciência. Também, é imprescindível um bom planejamento antes do início das atividades.

Carga Tributária Elevada e Burocracias = 17%

Para amadurecer a ideia do segmento escolhido, é fundamental que o empreendedor procure uma assessoria empresarial, para ajudá-lo a entender a incidência dos impostos e o quanto a carga tributária impacta nos custos do negócio.

Os escritórios de contabilidade também podem ser uma excelente alternativa, e sempre que procurados, os contadores explicam detalhadamente sobre a melhor opção tributária inicial e quais os percentuais de impostos incidentes sobre as receitas e a folha de pagamentos.

A burocracia é apontada como uma das grandes vilãs que causa o desânimo inicial dos empreendedores. Dentre várias etapas que lidamos durante a existência da empresa, percebemos a burocracia já na fase de abertura.

Crescimento da demanda por créditos = 14%

A procura por instituições financeiras tem tirado o sono dos empresários e desorganizado cada vez mais o fluxo de caixa, virando uma rotina difícil de interromper.

Apesar de o sistema financeiro oferecer algumas linhas de créditos ao micro e pequeno empresário, os juros estão extremamente altos. Por falta de capital de giro os empreendedores recorrem aos bancos, muitas vezes sem fazer as contas do quanto estão pagando de encargos financeiros.

A busca por programas de Gestão = 12%

O mercado dispõe de várias ferramentas de gestão, desde sistemas mais completos, os chamados ERPs, até programas mais simples, que possam atender, se não todas as necessidades, as mais importantes.

O grande dilema é a complexidade da oferta e procura por estas ferramentas. Além de difícil o entendimento da tecnologia, o investimento é alto para os novos empreendedores.

Intrigas entre Familiares e Sócios = 7%

Quando o caixa da empresa passa a ter vários “donos” o negócio tende a estagnação. Nenhuma empresa sobrevive aos desmandos e intrigas familiares ou societárias.

Recuperação Judicial e Falência = 4%

Dentre todas as dificuldades já debatidas, quando não é mais possível virar o mês, mesmo com capital de terceiros, e não existe mais a possibilidade de contrair empréstimos bancários, talvez este seja o momento da recuperação judicial, ou seja, pactuar prazos com os credores. Infelizmente, se não houver êxito a falência se torna inevitável.

Outros = 4%

Quaisquer outros motivos, inclusive a vontade espontânea de descontinuar o negócio por falta de motivação ou desinteresse pelo segmento escolhido.

Marciléia Gorgônio Reis Criscuolo é técnica em contabilidade, formada em economia, com MBA em gestão empresarial, e participa do time da empresa há 34 anos.

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