DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Será que a gente precisa ficar doente para mudar de vida?

Esse artigo foi reproduzido de um vídeo com a médica geriatra Ana Cláudia Arantes, formada pela USP, especialista em cuidados paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein.

Ela cuida de doentes terminais e contou os cinco maiores arrependimentos que os pacientes tem no fim da vida:

1. Não ter feito a minha história de vida com base nas minhas escolhas. Fiz para agradar os outros, só que agora não são os outros que morrem, sou eu… Eu perdi tempo para agradar os outros.

2. Não ter demonstrado afeto, eu escondi meus sentimentos. Não fui amorosa porque fiquei com vergonha, achei que a outra pessoa iria ficar convencida, ou porque ela não iria entender, ou porque iria me fragilizar. Não disse que não estava feliz. Não é só demonstrar afeto, alegria, e amor. Pode ser limite, demonstrar raiva. Raiva serve para impor limites, e não colocar limites nos faz sofrer, se corroer.

3. Gostaria de ter ficado mais com os meus amigos, porque bem ou mal família disfuncional todo mundo tem. E as suas escolhas de amizade são mais compatíveis com a tua história, seus sentimentos. E aí você não valoriza isso, não vive isso. No final fica difícil,  você dá conta de ver os seus amigos, te vendo com pena.

4. Não ter trabalhado tanto. Temos a ilusão que se desliga a vida enquanto se trabalha, voltando a viver no fim da tarde, no happy hour, nas férias ou na aposentadoria. Só que não, a vida não desliga, você está o tempo inteiro vivendo…  __ Mas eu quero minha vida de volta! Saiba, sua vida nunca foi embora, é essa que você tem agora.

5. Eu gostaria de ter me feito mais feliz. Penso que esse arrependimento é o resumo de todos os outros.

Dra.Ana Cláudia Arantes-TV Uol

Reflexão

Será que a gente precisa ficar doente para mudar de vida? Será que a gente precisa provar o tempo inteiro o quão competentes somos? Que temos dupla, e às vezes tripla jornada? Que tal eliminarmos os excessos dos debates, e apenas vivermos intensamente, fazendo desses cinco arrependimentos uma lição de vida, para mudarmos radicalmente nossa vida enquanto há tempo?

Marciléia Gorgônio Reis Criscuolo é técnica em contabilidade, formada em economia, com MBA em gestão empresarial, e participa do time da empresa há 37 anos.

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