COMPLIANCE

Você já ouviu falar em compliance?

O termo compliance vem do verbo em inglês to comply, que significa “para cumprir”, traduzido em português, significa “estar em conformidade”.

Compliance tomou visibilidade nos Estados Unidos, após a edição da Lei anticorrupção. No Brasil, o termo começou a ser utilizado em instituições financeiras na década de 90. Atualmente, o conceito de Compliance significa cumprir normas e regras baseadas em uma conduta ética.

E como anda a conformidade dos processos internos em nossas empresas? Será que estamos praticando o compliance?

Infelizmente, afirmo que não! Tenho mais de 30 anos de experiência nas áreas contábil, administrativa e de negócios, e posso afirmar com conhecimento de causa que somos “pobres” em controles e procedimentos internos. Por questões culturais, o “jeitinho Brasileiro” ainda domina as relações empresariais.

Em minha opinião, não interessa o tamanho da empresa para praticarmos o compliance. O empresário precisa entender, definitivamente, que é necessário praticar a ética e os bons costumes dentro de sua empresa. Não se trata apenas de conduzir a questão tributária de forma eficaz. O compliance deve ser utilizado nas questões que envolvem o meio ambiente, na tratativa com os funcionários, entre outros assuntos.

Tudo começa com a conduta, com o exemplo. Como se educa um filho? Não adianta dizer ao filho o que ele não pode fazer. O filho precisa perceber, pelo movimento da casa, que seu pai e sua mãe são pessoas idôneas e, por esse motivo, ele não poderá sair cometendo arbitrariedades.

Na empresa funciona exatamente igual. Se o funcionário perceber que a empresa comete qualquer tipo de arbitrariedade, pode ter certeza que, se este funcionário tiver um pequeno desvio de personalidade, ele vai se criar ali, e inevitavelmente um dia trará algum tipo de prejuízo para a empresa.

É por este motivo que existem as fraudes, e infelizmente é por este motivo que estamos vivenciando tantos escândalos políticos e financeiros. Alguém deixou de ganhar e por isso se rebelou…

O tempo fez com que o profissional de contabilidade fizesse parte desta engrenagem. O código de ética, o novo código civil e o COAF não exatamente nesta ordem, tornaram o profissional de contabilidade solidário aos desmandos de seu cliente. Portanto, ele precisa atuar como conselheiro: não se trata mais de solicitar documentos e fazer a contabilidade. O profissional de contabilidade deve ser atuante na administração da empresa, é um requisito estar de olho no que a empresa está realizando, e deixar bem claro para o empresário o que poderá comprometer sua contabilidade e também o seu negócio.

É preciso força de vontade para sair deste circulo vicioso. Para passar a limpo a história de sua empresa, basta aceitar trabalhar da forma correta. Com ferramentas de compliance sua empresa poderá atingir com maior solidez seus objetivos estratégicos.

Para saber mais sobre Compliance contate marcileia@saovicente.com.br e aproveite para entender a importância de possuir uma escrita contábil dentro dos padrões exigidos pela legislação e utilizá-la para tomada de decisões.

Marciléia Gorgônio Reis Criscuolo é técnica em contabilidade, formada em economia, com MBA em gestão empresarial, e participa do time da empresa há 36 anos.

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